Monday, February 25, 2008

Associação Nacional de Professores quer audiência com Cavaco Silva

Pois eu também quero um Audiência com o Cavaco! Quero fazer queixinhas de:

- Do meu vizinho de cima que insiste em ficar acordado noite fora agarrado à playstation em altos berros a jogar aquelas cenas com calmeirões a saírem de cada esquina e algúem, leia-se o jogador, a tentar "matá-lo" e fazer pontos;
- Das bostas de cão que eu encontro rua fora cada vez que saio à rua, e isto todos os dia, e mais a p**** dos donos dos bichinhos que se estão nas tintas e olham para o lado e tudo e a assobiar como quem não quer a coisa;
- E mais aquela que trabalha o dia todo comigo e a queixar-se que está mais gorda e que têm a unha partida, e que as irmãs são todas mais giras que ela e já não há saco para aquilo (como é que há homens que aguentam, senhores, cruzes credo!);
- E também daquilo dos "senhores do governo" se terem lembrado de mudar o Imposto do Sêlo da carro ou lá o que é, e que ninguém sabe nada e eu também não sei e se calhar já devia ter pago, ah pois é não querem lá vêr que me esqueci, estou lixada;
- e mais uma série de coisas que eu acho que o Sr. Presidente da República devía mesmo se preocupar mas que agora não me lembro mais

Viver em Democracia é complicado...

Que é feito de ti?

Que é feito de ti?

Tenho andado a perguntar últimamente isso a muitas pessoas que conheço e das quais não oiço falar há muito.

Que é feito de ti? Conta coisas? O que tens feito? Estás mais feliz? Já tens emprego? Ainda gostas do que fazes? O teu trabalho? Muito trabalho? Os teus filhos?

São perguntas que se repetem.

Queres ouvir falar de mim? Do que tenho feito desde Julho? Estou mais feliz? Estou bem? Faço os outros felizes? Se fiquei com saudades do sítio onde quase perdi a razão? Gostas de estar aqui em Portugal? Achas que lá fora há mais oportunidades?

São as perguntas que me fazem.

Que é feito de ti?

Eu pergunto e quero saber. Conta!

Friday, February 22, 2008

Não, não....este blogue não morreu!

Não foi o blogue que morreu, foi a inspiração que morreu desde Dezembro! Estou em hibernação temporária!

O meu cérebro parece ter congelado. É como eu costumo dizer: o sol provoca-me a vontade de escrever. E como não tem havido "sol" não há vontade de botar a energia cá para fora.

A Multinacional "X" rouba-me o meu tempo! Enfim, não me posso queixar. Como se diz lá no sítio onde trabalho: "foi esta a vida que escolhemos!"

Mais nada!

Não há cá nhó-nhós.........Suzana com z

Friday, December 21, 2007

A vida é breve


Está a chegar aquela altura do ano em que e como de costume, faço uma revisão do que se passou neste último ano que está a acabar.

Passam por mim as recordações dos momentos que vivi, uns melhores do que os outros. O novo emprego. Recordo as pessoas que me acompanham, a família, os amigos que estão por perto e dos que estão longe.

A vida é breve! Digo muitas vezes. A vida é breve!

PS – e Feliz Natal e abusem de tudo!

Sunday, December 9, 2007

Capítulo II – O grande salto


Sente que deixou a vida para trás e que vai saltar para o desconhecido. Outras e outros já o fizeram antes de si e deram-se quase todos bem.

Pensa na casa dos pais de Nilza, a vizinha que cresceu consigo como se fosse quase irmã, que está meio acabada e linda de fazer inveja. Não se fala de outra coisa em Santa Teresa. Aliás, não se fala de mais nada a não ser de Nilza e das remessas constantes de dinheiro que a menina envia lá de Portugal.

Pouco me importa o que se diz de Nilza, eu também sou filha de Deus! Meu Pai da Vida me dá uma oportunidade! Aqui não se faz nada e o salário mal chega ao fim do mês. Tem dias que me dá o desespero. Senhor! Me ajuda à dar coragem para eu conseguir ir embora daqui.

Madalena, viveu toda a vida em Santa Teresa. Tirando o período em que os pais a enviaram, com grande sacrifício pessoal, para Goiânia para ela se qualificar para Cabeleireira e com Diploma de Esteticista. Goiânia foi assim um grande passo na vida de Madalena. Está bem que ficou três anos em casa da tia, mas Goiânia a marcou para sempre. Uma cidade grande, com prédios enormes e muito trânsito muita confusão. E pensar que a sua terra fica apenas a 600 km, e é tão pequena. Não tem nada.

Lembra-se das correrias da infância lá no sítio do avô, com os irmãos e irmãs. E os joelhos a ficarem esfolados e meio esverdeados da grana. Os ralhetes da mãe. Eram pessoas remediadas. E agora?

Suspira fundo e recosta-se mais um pouco na cadeira do avião. Estica as pernas e roda os pés uma vez para a esquerda, outra para a direita. Ainda faltam mais cinco horas de vôo. Portugal! Que estranho. Pensar que o avô António tinha vindo de lá num barco, recordava-se de ouvir contar. E agora justo ela atravessa o Atlântico de avião para o outro lado. Como será Lisboa? Deixou tudo para trás. A filha e o filho ficaram com os avós. Se tiver sorte, mais tarde eles se juntam a ela. Foi assim com a Nilza, e não será diferente com Madalena. Se Deus quizer!

Acorda com a voz que anuncia: “Senhores passageiros, daqui fala o Comandante Pedro Esteves. Estamos a iniciar a descida para a cidade de Lisboa. São agora 5 horas da manhã, hora local e a temperatura é de 26 graus. O céu encontra-se limpo. Esperamos que tenham efectuado uma agradável viagem na companhia da TAP Air Portugal”.

Lisboa! Como vai ser?

Tuesday, December 4, 2007

Capitulo I


Acordou, num Domingo qualquer, como de costume com o barulho ensurdecedor vindo do quarto dos rapazes. Olhou para o lado e o marido dormia com um sono profundo, como se nada se passasse. “É sempre a mesma coisa”, pensou ela e levantou-se com pouca vontade e muita falta de paciência.

Quando ía a caminho da “crise”, ao passar no corredor, olhou-se para o espelho. Aquele espelho por cima do móvel do corredor. Aquele espelho cruel que a faz lembrar sempre, nas horas mais erradas, que estará talvez na altura de deixar de fumar um maço por dia.

A pele da cara, sem brilho, sem cor, ou pelo menos sem aquela cor, as olheiras, sempre ali a marcar presença e a lembrar-lhe coisas que ela quer esquecer, e depois aquelas rugas nos olhos, no canto da boca. “Eu já fui uma gaja gira”. “Já fui...”. Ouve o barulho típico do Pedro aos pulos na cama e isso leva-a à realidade imediata.

“Onde errei eu?, “Como podem eles ser assim?”, de repente lembrou-se que não tinha tomado a pílula do dia anterior, e toca a voltar a trás, assim meio a correr e a tentar lembrar-se onde tinha posto a mala. “Se ao menos fosse um pouco mais arrumada, isso talvez ajudasse” – pensou ela, e ao mesmo tempo esbarrou com o marido que neste preciso momento tinha acordado e meio a dormir vinha também ver o que se passava com os filhos.

“Oh Laura – assim se chamava a Mulher – mas que vem a ser esta barulheira no quarto dos teus filhos?”.

Nesta altura, a cara da Laura, ficou de um vermelho intenso de raiva, de frustração de cansaço, de 11 anos de casamento sem novidades, sem surpresas. Olhou João nos olhos e quase disse “Meu grande egoísta, estavas para ali a ressonar e tens a lata de me dizer os teus filhos? “Até parece que eles vieram de geração espontânea oh pató!” . Pensou mas disse apenas – Olha vai lá tu que eu não consigo encontrar as pílulas, e não queremos mais filhotes, pois não?”.

Guarda sempre as palavras, os sentimentos. Guarda sempre tudo. Tem já uma colecção de palavras por dizer, de lágrimas adiadas, de raivas contidas das suas frustrações mais profundas. Sentimentos profundos que não partilha com ninguém, e muito menos com o João. No fundo ela nem tem tempo para isso.

Finalmente a mala aparece no meio do rebuliço das collants, da saia e do resto da roupa que tem vindo a acumular desde a semana anterior. A mala por dentro não está melhor. Depois de ter tirado, chaves, chucha velha do Eduardo, lenços de assoar, maço de tabaco, e mais tralha, encontra finalmente a caixa das pílulas.

Lembra-se como se fosse hoje, quando ligou à nora a chorar, quando descobriu que estava grávida pela terceira vez.

Agora, aos gritos dos filhos juntava-se o grito lancinante do pai a tentar de alguma forma impor um respeito que nunca soube exercer. Laura pensou para si mesma, que para Domingo já chegava de tragédia. Encheu peito de ar e coleccionou mais umas palavras por dizer.



Este texto foi escrito já há algum tempo, e sería ou será o I Capítulo de um possível livro. Gostam?

Sunday, November 25, 2007

BA


Ai moras no Bairro, que máximo! Dizem-me! Quando há muiiiiitoooos anos dízia que morava no Bairro Alto as pessoas normalmente olhavam-me de soslaio e ficavam assim com o ar de hoje em dia quando alguém diz que mora na Zona J de Chelas! Mas agora não! É chique dizer que se mora no bairro!

Puxa, são quase 3 da manhã de Domingo, e estou eu a escutar batuque vindo do Largo do Camões! Não consigo dormir! Está um grupo de bêbados a berrar e a cantar, ou pelo menos a tentar. Acham o máximo viver no Bairro? Venham para aqui então!

Conheci no outro dia, um namorado de uma amiga minha que é de Barcelona. Diz ele, que já desistiu de dizer que é de lá. Toda a gente vem sempre com a mesma conversa! Uau tu és de Barcelona, que máximo!

Eu percebo. Não devía estar a queixar-me, afinal moro no Bairro! Uau!

Então e quando no Bairro havia putas? E proxenetas? Uau!

Sinceramente?!? Que saudades desse tempo. Do tempo em que havia tascas com pipas de vinho e carapaus fritos servidos em pratos de esmalte. E velhos a jogar dominó. E o som das peças deste jogo a ouvirem-se ao longe até à minha janela. E dos pregões das varinas, ai a minha pescadinha é tão fresca que só falta é falar! E do pregão da mulher que vendia figos: quem quer figos, quem quer almoçar. E do vendedor de petróleo para os aquecedores, que vinha vendê-lo às escadas com uma espécie de bilha com medidas várias. E as vizinhas que gritavam à janela, ó meninas, olhem a roupa! que está a chover! E a vizinha da frente que estendia um cabaz com um cordel, até lá baixo à mercearia para lhe porem um molho de nabos, e ficava para o rol da conta do mês.

Puxa, eu não sou assim tão antiga! Mas ainda sou desse Bairro. Do verdadeiro Bairro Alto! Parem lá com o batuque. Agradecida!

Thursday, November 22, 2007

Támar


Há três dias que não saio para o Mar. Eu não sei como um homem aguenta ficar sem trabalho durante mais de um ano, palavra que não. Eu estou aqui que não aguento mais...

Não olhei para trás para a mesa donde veio este lamento. Não valia a pena. Era de facto um daqueles dias em que olhamos para o mar por alturas do Bugio e vemos ondas grandes. Támar. Como dizem. E os barcos todos parados. E os homens que não saem para o mar. Mãos calejadas. Jorna que não se ganha.

Eu fumava o meu cigarro matinal e bebía o meu primeiro café do dia. Pensava no dia que ainda tinha pela frente, mas já a fazer planos de final do dito: Tenho de comprar 2 saias, 1 casaco preto de malha, arranjar o cabelo...
Vidas tão diferentes, a minha e a deste homem do mar numa realidade que dista de Lisboa apenas 15 Km.

Támar!

Monday, November 12, 2007

Porto


Fiquei hoje a saber que a B voltou ao Porto. E de repente lembrei-me de uma série de acontecimentos e de pessoas que fizeram com que eu ficasse irremediavelmente ligada a essa nobre cidade. Costumo muitas vezes dizer que o meu coração tem um cantinho guardado para o Porto.

É talvez dos poucos sítios do País onde consigo tolerar a chuva. Aliás gosto precisamente do Porto no Outono. Aqueles dias cinzentos com chuva molha-tolos e as pessoas recolhidas nas esplanadas da Foz. E dos cafés cheios de estudantes. E do Castelo do Queijo. E do Capas Negras e das francesinhas carregadas de molho picante. O Bolhão. A Sé. E aquele lugar comum que é chegar ao Porto pela ponte, cantar para dentro o “Porto Sentido” e ficar com os olhos rasos de água. O São João com as pessoas a correr pelas ruas fora e a gritar “a minha é a maior”. Os comerciantes que nos chamam Menina. E passear por debaixo da Pérgula, na Foz.

Enfim, de repente fiquei cheia de saudades da Invicta!

Saturday, November 10, 2007

aquecimento global


Desculpem a minha franqueza, mas isto o melhor é mesmo aproveitar esta coisa do aquecimento global.

Já que alguém fez m _ _ _ a e já que infelizmente eu não posso fazer nada no imediato (tipo hoje) para ajudar o Planeta, então toca mas é aproveitar ao máximo o buraco e lançarmo-nos para o pico da radiação solar do mês de Novembro, para uma qualquer praia portuguesa! Tenho dito!

Yahooooo! Obrigada!

Monday, November 5, 2007

obrigada


eu ainda estou por aqui! não tenho tido é muito tempo para o meu blogue.

O tempo tem passado por mim a correr e eu tenho andado a correr ao tempo.

Alguns amigos, particularmente o P. queixa-se que eu me queixo muito aqui neste espaço. Mas caramba, um dos objectivos do Não há cá nhó-nhós é precisamente por tudo cá para fora. Queixar-me!

Dantes e por sobra de tempo, queixava-me do desemprego. Agora, e por falta do dito, queixo-me por não ter tempo para fazer aquelas coisas que me habituei a fazer quando estava por conta dos contribuintes.

Hoje como estive de folga, e porque deve ser das poucas capitais europeias com temperatura muito mas muito acima de 10 graus celsius, escapei-me para a Caparica.

Que maravilha! Abençoado País!!! A Caparica, ou melhor as praias da Caparica, se nos conseguirmos abstrair das centenas de metros que vão desde a entrada até às praias lá do fundo, são um cantinho do nosso País muito mas muito aceitável.

Eu até tenho vergonha quando me perguntam qual a temperatura em Lisboa, nesta altura do ano. Sinto-me culpada quando pergunto de volta: mas queres mesmo saber? E depois vem a minha resposta, e o habitual silêncio do outro lado. Sinto que alguém vai com a mãozinha por entre as linhas telefónicas e me esgana a garganta em descontrolo, e eu a abanar a cabeça a responder, mas foste tu que perguntasteeeee, irra!

Abençoado País! Obrigada!

Friday, October 5, 2007

bosta


Have fun! Dizem-nos a todo o tempo! Have fun o camandro! Vão mas é para o raio que os partam a todos! E mais o “Annual Meeting” com direito a discurso oficial, seguido de almoço-rally-quatro-rodas-jantar-karaoke e mais os palhaços do costume a fazerem que são todos muito alegres e felizes.

Eu, uma destas semanas dei comigo a perguntar a uma amiga se não conhecía alguém de alguma ONG assim localizada no Darfour ou no Burkina Fasso. É que todos os cenários de guerra, me parecem substancialmente melhores do que a multinacional “X”.

No outro dia, lá ía eu toda lampeira rua abaixo com as minhas havaianas no pé e mesmo antes de enfiar a chave no Panda (sim, eu conduzo de havaiana) de repente oiço um barulho por baixo do pé, splash-shuac. Olho e vejo uma enorme bosta de cão atravessada mesmo por de baixo da dita havaiana. Aquilo era do género, bosta do lado esquerdo, pézinho direito em cima, bosta a sair do lado direito. Só tive tempo de dizer “oh que grande m”. O “m” ficou pendurado e não saiu da boca por alguns micro segundos, porque vi alguém a assistir à cena pelo cantinho do olho, e envergonhei-me. Mas depois disse “então mas isto é que é merda mesmo”. Olhei para a pessoa e desatámo-nos os 2 a rir descontroladamente. Mas que coisinha tão boa para acontecer antes de ir para o emprego. Ir a cheirar a bosta de cão dentro do Panda pela A5 a fora. Muito bom! Aconselho a toda a gente!

Sunday, September 9, 2007

não sou eu, são os outros...


O trabalho já começou a sério na Multinacional “X” e para resumir estou a odiar. O meu ódio é tamanho que já começo a sentir aquela depressão pré-segunda-feira. Aquele nó na boca do estômago do Domingo. Conhecem o género?

E depois penso, mas que raio Suzana com z, andavas deprimida porque estavas desempregada, e agora que mergulhaste no “fantástico” mundo da Multinacional “X” queixas-te?

O meu chefe é o maior inseguro-típico-filho-da-puta-ex-controller-armado-em-manager-de-terceira-categoria que só me dá vontade de o mandar aquela parte e enfiar-lhe um pontapé no meio dos tomates de forma a não conseguir reproduzir mais idiotas da espécie dele para o resto da vidinha.

Tenho colegas que são as maiores cabras-graxistas-competitivas que alguma vez já conheci, e eu até já ando nisto de trabalhar já há alguns anos, digamos o suficiente para estar habituada, mas tenho de confessar que fico sempre surpreendida com a capacidade nata de algumas pessoas em serem realmente de má índole.

Fónix, Entidade Lá de Cima! Perdoe-me a minha insatisfação! Mas já é altura de eu ter alguma Paz Zen?

Irra!

Wednesday, August 22, 2007

vida própria


Sinal Vermelho. Carro da Polícia de Trânsito parado em frente ao meu Panda. Sinal Verde. Curva apertada em direcção à Avenida da Liberdade. Eis se não quando, a buzina começa a tocar sózinha, qual fenómeno poltergeist.

Acelero e toca a buzina. Travo e a buzina toca. O carro da Polícia vira para a Avenida, ufa digo eu e toca de acelerar em direcção à Praça da Alegria, a buzina não para e os carros saem da minha frente, e eu sem saber o que fazer, e os peões a correrem que nem loucos, ai que vem aí uma doida no Panda Verde, deve pensar que tem um Lamborghini coitadinha.

E eu a subir em direcção ao Príncipe Real e as velhas na rua parece impossível, olha para esta, isto realmente há pessoas mesmo ordinárias que apitam por tudo e por nada, e eu a pensar fónix e agora a esta hora quem é o mecânico que me vai safar.

Viro à esquerda para a rua das Taipas porque me lembro do mecânico ali perto, e a buzina toca, toca e o gajo do carro à minha frente a abrir e fechar a porta porque pensa que eu lhe estou a dizer que tem a porta mal fechada. E eu aproveito para desligar a chave para perceber se aquilo é problema eléctrico. Mas não a buzina agora não para de tocar, e o rapaz do citroen vermelho para mesmo o carro, já com um ar ameaçador. Eu estico o pescoço e grito, eu tenho a buzina avariada! Ele sorri, e eu penso olha a minha sorte...

Desço a calçada em buzinar contínuo e paro o carro em frente ao mecânico que a esta hora já estava, cá fora a olhar para mim e a pensar, gajas.

Problema resolvido.

Ah, é verdade e não paguei nem um euro...

Monday, August 20, 2007

it´s a disaster, corn in my GMO...


O Ecotopia - encontro internacional que decorre em Aljezur e de onde saíram jovens que participaram na destruição de um hectare de milho transgénico, numa herdade em Silves - é apoiado pelo Instituto Português da Juventude (IPJ).
(in DN oline 20 Agosto)

Ora eu até sou contra os transgénicos, porque compreendo as implicações nocivas para as culturas “indígenas”, para os insectos e para a nossa cadeia alimentar.

Mas ao ver o olhar de desespero daquele agricultor algarvio, comoveu-me.

O problema, mais uma vez está na Lei, por isso estas iniciativas de acção directa são por mim, sempre questionáveis.

Se calhar a cannabis lá em Aljezur, também era transgénica...