
Fiquei hoje a saber que a B voltou ao Porto. E de repente lembrei-me de uma série de acontecimentos e de pessoas que fizeram com que eu ficasse irremediavelmente ligada a essa nobre cidade. Costumo muitas vezes dizer que o meu coração tem um cantinho guardado para o Porto.
É talvez dos poucos sítios do País onde consigo tolerar a chuva. Aliás gosto precisamente do Porto no Outono. Aqueles dias cinzentos com chuva molha-tolos e as pessoas recolhidas nas esplanadas da Foz. E dos cafés cheios de estudantes. E do Castelo do Queijo. E do Capas Negras e das francesinhas carregadas de molho picante. O Bolhão. A Sé. E aquele lugar comum que é chegar ao Porto pela ponte, cantar para dentro o “Porto Sentido” e ficar com os olhos rasos de água. O São João com as pessoas a correr pelas ruas fora e a gritar “a minha é a maior”. Os comerciantes que nos chamam Menina. E passear por debaixo da Pérgula, na Foz.
Enfim, de repente fiquei cheia de saudades da Invicta!